Os artistas de Piracicaba Diego Leandraújo e Maikão estão entre os compositores da faixa “GPS”, lançada no final da última semana por meio de parceria entre o Maneva e a Turma do Pagode, dois dos mais importantes nomes nacionais atuais do reggae e do pagode, respectivamente.
“GPS” apresenta uma narrativa que aborda questões como o desencontro de um amor e o fim de uma relação. A faixa tem como autores Tales de Polli, Marcelo Mira, Deko, Diego Leandraújo e Maikão.
O diretor do selo A Música Vive e do projeto A Música Brasileira Vive, Diego Leandraújo, relaciona a composição à sua veia artística, marcada, entre outros pontos, pelo período em que atuou como compositor e músico da Zaíra (importante banda piracicabana), época em que nasceu sua relação com o Tales, do Maneva, e cuja herança criativa pode ser percebida atualmente.
“Hoje, essa mesma veia artística é o que me orienta na criação de projetos e no desenho de turnês à frente da A Música Vive e da A Música Brasileira Vive. É o olhar de quem compõe que também estrutura, conecta e dá sentido aos caminhos da música”, afirma Diego.
Forma natural
De acordo com Leandraújo, a composição de “GPS” aconteceu de forma natural, num momento em que ele e Maikão foram fazer uma visita ao escritório do Maneva e ao Tales. Durante o encontro, a música começou a nascer.
“Compor em conjunto é, antes de tudo, um exercício de companheirismo. É entrar no universo do outro, compreender o que ele está vivendo e transformar isso em música. No caso de ‘GPS’, fomos compondo juntos, sem roteiro, no fluxo. Sou muito fã do Maneva e da Turma do Pagode e poder contribuir com esses irmãos é um prazer enorme”, diz Leandraújo.
Transformar sentimentos em poesia e música
Para Maikão, compor é uma forma de transformar sentimentos em poesia e música, de maneira a dar corpo e som ao que, muitas vezes, não cabe apenas em palavras. O músico explica que a faixa “GPS” foi composta durante um processo coletivo marcado pela escuta, pela troca e pela soma de sensibilidades, em que cada um trouxe sua visão, sua bagagem e sua musicalidade, construindo juntos uma obra que reflete esse diálogo entre diferentes caminhos da música brasileira.
“A composição nasce desse lugar íntimo, mas ganha ainda mais força quando acontece no encontro entre pessoas. Compor em grupo é um exercício de responsabilidade, sabedoria e sensibilidade. Não é simples e muito menos fácil. Exige dedicação, entrega, visão artística e consciência musical para transformar ideias, sentimentos e vivências em algo que faça sentido coletivo e, ao mesmo tempo, toque quem escuta”, aponta Maikão.
“Essa parceria reafirma a crença na música como espaço de encontro e construção compartilhada. Mais do que uma canção, o que nasce desse processo é um registro de afeto, respeito e compromisso com a arte”, completa o músico.