42ª Edição – 24/01/2026
Mente&Foco
TÍTULO: Procrastinação não é preguiça é seu cérebro pedindo socorro. Entenda o que realmente está por trás do “depois eu faço”
Você tem uma tarefa importante. Sabe que precisa fazer. Mas fica adiando, adiando, adiando… até que a culpa e a ansiedade tomam conta.
Se identificou? Você não está sozinho e não, você não é preguiçoso.
A procrastinação é um dos comportamentos mais mal compreendidos da psicologia. Estudos mostram que 95% das pessoas procrastinam ocasionalmente, e 20% são procrastinadores crônicos, mas aqui está o segredo: procrastinação não tem nada a ver com má gestão de tempo.
Procrastinação é regulação emocional disfuncional.
Pesquisas em neurociência mostram que, quando enfrentamos uma tarefa que gera ansiedade, medo de fracasso ou desconforto emocional, nosso cérebro busca alívio imediato através da evitação. É o cérebro tentando te proteger do desconforto, mas te prejudicando no processo.
A TCC identifica os principais gatilhos da procrastinação: perfeccionismo (“se não posso fazer perfeitamente, nem começo”), medo de falhar, tarefas vagas demais, falta de motivação intrínseca, e principalmente, dificuldade em tolerar emoções desconfortáveis.
O antídoto não é disciplina bruta. É autocompaixão + estratégia:
- Divida tarefas grandes em micro-passos realizáveis;
- Use a regra dos 2 minutos: comprometa-se apenas com 2 minutos de ação;
- Identifique a emoção que está evitando (medo? tédio? ansiedade?);
- Pratique tolerância ao desconforto: “Posso fazer mesmo sentindo medo”;
- Celebre inícios imperfeitos em vez de esperar o momento perfeito.
Você não precisa de mais disciplina. Você precisa entender suas emoções e criar sistemas que funcionem para seu cérebro, não contra ele.
Procrastinar é humano.
Entender por quê e agir com gentileza é transformador.
Giovana Mendes
Psicóloga | CRP 06/213988
Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e Transtornos Alimentares
Rua Dr. Alvim, 825 – São Dimas
Base – Espaço de bem-estar e saúde